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Condutas dietéticas da mulher na menopausa


Para a vida das mulheres, a menopausa é uma fase que está relacionada a diversas mudanças fisiológicas, dando início ao fim da idade reprodutiva feminina. Logo, podemos observar a cessação da menstruação permanentemente, após a perda da atividade folicular ovariana. Nesse cenário, busca-se conhecer a respeito de condutas terapêuticas que visam a melhora da saúde e qualidade de vida das mulheres. Todavia, apesar da reposição hormonal ser indicada como tratamento, mesmo eficaz, pode trazer algumas consequências indesejadas, como câncer de mama e alterações cardiovasculares. Logo, surge como alternativa a dietoterapia para a mulher.


Mudanças fisiológicas da menopausa


Nesse contexto, com a perda da atividade folicular ovariana, fisiologicamente nota-se a redução de hormônios esteroidais, podendo estar relacionada ao aumento do risco cardiovascular e metabólico. Assim, se observa uma maior incidência de dislipidemia, perda de massa muscular, ganho de peso e, por fim, a menor densidade mineral óssea. Além disso, a menopausa também é frequentemente acompanhada de sintomas físicos, como dores articulares, fadiga e baixa qualidade do sono.


O papel da dieta mediterrânea na menopausa


Quando falamos em padrões alimentares, a influência da dieta mediterrânea vem sendo cada vez mais explorada no período da menopausa. Assim, observa-se que o aumento no consumo de cereais integrais, nozes, frutas e leguminosas pode promover a redução dos sintomas vasomotores e físicos.

Além disso, os pesquisadores também apontam que um padrão alimentar voltado para o consumo de alimentos de origem vegetal também se associou à melhora da composição corporal e dos níveis de colesterol em mulheres na menopausa. Como justificativa, a literatura aponta que o padrão da dieta mediterrânea apresenta compostos com propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes, além de fibras dietéticas.


A terapia dietética na luta contra a osteoporose


Por fim, como citado anteriormente, a menopausa está associada à redução da densidade mineral óssea, que acompanhada do envelhecimento, pode ser uma grande aliada para a incidência de osteoporose. Nesse sentido, como principal conduta dietética, o nutricionista deve adequar a ingestão micronutrientes como cálcio, vitamina D, vitamina K, selênio, magnésio e betacaroteno. Desse modo, podemos dizer que a dieta mediterrânea mais uma vez irá colaborar, visto que encontramos uma variedade de alimentos ricos nesses micronutrientes.


Em resumo, podemos citar alguns dos principais hábitos da dieta mediterrânea que podem favorecer a saúde e qualidade de vida da mulher na menopausa:

  • Aumento do consumo de grãos inteiros, cereais, nozes, frutas, leguminosas, azeite de oliva;

  • Ingestão moderada de peixes;

  • Redução do consumo de bebidas adoçadas e carne vermelha.


Para um estudo mais aprofundado sobre o tema, seguem abaixo algumas sugestões:


Artigos:


SILVA, Thais R. et al. Nutrition in Menopausal Women: A Narrative Review. Nutrients, v. 13, n. 7, p. 2149, 2021. https://doi.org/10.3390/nu13072149


BEEZHOLD, Bonnie et al. Vegans report less bothersome vasomotor and physical menopausal symptoms than omnivores. Maturitas, v. 112, p. 12-17, 2018. https://doi.org/10.1016/j.maturitas.2018.03.009


FRANCO, Oscar H. et al. Use of plant-based therapies and menopausal symptoms: a systematic review and meta-analysis. Jama, v. 315, n. 23, p. 2554-2563, 2016. https://doi.org/10.1001/jama.2016.8012

Autores: Lucas Ferres e Felipe Ribeiro⁩